Sinpro rejeita proposta do Unar para sanar irregularidades

O Sindicato dos Professores de Campinas e Região (Sinpro) rejeitou a proposta de acordo apresentada nesta quarta-feira, dia 2 de outubro, pelo Centro Universitário de Araras Dr.Edmundo Ulson - UNAR, em resposta ao Foro Conciliatório realizado em 23 de setembro, com o objetivo de sanar irregularidades cometidas pela Instituição.

O Sinpro a partir de denúncias feitas pelos professores da Unar solicitou a realização de um Foro Conciliatório envolvendo a Instituição e o Sindicato das Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior - Semesp , primeiro passo a ser dado na busca de soluções para o descumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho.

A reunião aconteceu na sede do Semesp ( Sindicato Patronal ), na terça-feira, dia 23 de agosto. Um dia após o Foro Conciliatório a Unar voltou a pagar a ajuda de custo para viagem, devida aos professores e suspensa pela Instituição de forma unilateral desde junho deste ano.

Em resposta ao Foro Conciliatório a Associação Educacional de Araras, mantenedora da Unar, desconsiderando tudo o que foi discutido no Foro Conciliatório e também o Sinpro Campinas, encaminhou como proposta, diretamente aos professores, a alteração da data de pagamento dos salários para o dia 12 de cada mês e o parcelamento das diferenças salariais dos meses de abril a julho, em quatro parcelas iguais, junto com os salários de outubro de 2008 a janeiro de 2009, sem qualquer tipo de acréscimo, multa, juros ou atualização monetária.

A Instituição informou ainda que está negociando isoladamente com cada professor por entender que os direitos são individuais e exclusivos de cada um.

O Sinpro Campinas considerou a proposta absurda, porque desrespeita a CLT e também a Convenção Coletiva de Trabalho em vigor até 2010.

Acordo
Professor nossa orientação é que nenhum acordo seja assinado individualmente com a Instituição sem acompanhamento do Sinpro Campinas. O Sindicato deverá convocar uma  Assembléia dos Professores da Unar, onde todas as questões trabalhistas e as ações necessárias para resolvê-las poderão ser analisadas e discutidas livremente

Fonte: Sinpro-Campinas
Publicado em 3/10/2008