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Fetraf-Sul denuncia: revista Veja tenta
criminalizar movimentos sociais
Leia abaixo nota divulgada pela Fetraf-Sul (Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da região Sul) sobre as denúncias publicadas na Revista Veja.
ESCLARECIMENTO
Diante das denúncias feitas pela Revista Veja na edição deste final de semana, de supostas irregularidades, esclarecemos que:
- A Fetraf-Sul é uma entidade Sindical (dos três estados do Sul) representada por 112 Sindicatos que abrangem 266 municípios e mais de 107 mil famílias associadas que vem trabalhando sempre com o objetivo de garantir o desenvolvimento, geração de renda e políticas públicas voltadas à agricultura familiar e a permanência no campo.
- As acusações não passam de uma grande articulação que defende os interesses das elites para pressionar e direcionar a instalação das CPI das Ong’s no Congresso Nacional. Essa é uma articulação para criminalizar os movimentos sociais, as organizações não-governamentais e as entidades da sociedade civil que historicamente lutam pela democracia e pela melhoria de vida dos trabalhadores brasileiros.
- O convênio citado na matéria no valor R$ 1 milhão, assinado em 2003, para treinamento de trabalhadores rurais não existe e nunca existiu.
- Em relação à lista de presenças em cursos de jovens nunca houve qualquer ordem, autorização ou sugestão de que se fraudassem listas. Todas as listas de presenças dos cursos e encontros promovidos pela Fetraf são preenchidas pelos próprios participantes. Se Jackson Oldra adulterou de alguma forma qualquer documento deve prestar contas à justiça por suas ações.
- A Fetraf-Sul jamais recebeu qualquer emenda parlamentar da Senadora Ideli Salvatti.
- As únicas pessoas autorizadas a assinar documentos pela Fetraf-Sul são o coordenador-geral e o secretário de finanças, função que Dirceu Dresch não ocupa desde 2002. Dresch se afastou da direção da Fetraf-Sul em maio de 2002 para concorrer à eleição para deputado estadual. Após a eleição, assumiu como coordenador-adjunto para Santa Catarina executando essa função até o período em que se licenciou para concorrer a deputado estadual em 2006.
- Marcelino Pedrinho Pies foi cedido através de um convênio com Imed (Faculdade Meridional) para assessorar o planejamento das ações da Fetraf e nunca teve nenhum tipo de relação com os convênios assinados pela Federação.
- Vários documentos que estão sendo utilizados foram furtados da Sede da Fetraf e eventualmente adulterados. A direção, ainda em abril de 2007, ao constatar que as pastas contendo documentos haviam desaparecido, registrou o ocorrido na Delegacia de Polícia de Chapecó/SC.
- Todos os convênios e programas, firmados com diversos órgãos, governos estaduais e ministérios, inclusive no período anterior ao governo Lula, foram negociados e firmados sem nenhum tipo de intermediação política.
Altemir Tortelli
Coordenador Geral da Fetraf-Sul
Fonte: Portal da CUT
Publicado em 02/10/07 |
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