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Sinproep/DF: Audiência na DRT discute situação do Unicesp
Diretores do Sinproep, professores e advogados dos sócios do Unicesp realizaram hoje uma audiência na Delegacia Regional do Trabalho para discutir a protelação de direitos trabalhistas da mantenedora.
O SINPROEP-DF participou de uma audiência na Delegacia Regional do Trabalho (DRT) para discutir com os advogados dos sócios do Instituto Compacto de Ensino Superior e Pesquisa (Unicesp), professores e coordenadores os direitos trabalhistas que são atrasados pela mantenedora. Apesar da intensa discussão para resolver a situação dos funcionários da instituição que estão em greve desde o dia 5 de novembro, não foi apresentada nenhuma proposta concreta pelos advogados do Unicesp.
O presidente do Sinproep, Rodrigo de Paula, enfatiizou para que o a negociação entre os sócios Lauro Carneiro Loyola, a atual presidente do Unicesp, Helane de Melo, e a reitora Ana Angélica Gonçalves seja feita junto às autoridades. "O que o sindicato pede é para que a DRT possa acompanhar de perto essa reiteração mais de perto", afirmou de Paula. No final da reunião o advogado que representa Loyola e o que advoga Helane e Ana Angélica decidiram se reunir hoje às 17h30min para o assunto ter um desfecho.
A audiência foi marcada por exaltação de professores que estavam presente. Muitos deles estavam indignados coma situação que ocorre há mais de dois meses. "Minha filha tem que comer e eu tenho que pagar minhas contas", bracejou o professor João Alberto Muniz, que trabalha no Unicesp desde 1999.
Greve
Os professores do Unicesp decidiram continuar em greve por tempo indeterminado após uma assembléia realizada no dia 5 de novembro na sede da instituição. O motivo da paralisação, que já é a segunda nos últimos dois meses, se deve principalmente ao atraso dos salários dos funcionários da mantenedora desde setembro deste ano. Na reunião, os docentes, funcionários e coordenadores determinaram quase de forma unânime a interrupção dos trabalhos.
Antes dessa decisão os professores do Unicesp já haviam decidido paralisar as aulas no dia 18 de outubro, durante uma assembléia na sede da mantenedora. Somente no dia 29 de outubro, 11 dias depois, outra reunião foi realizada na sede da instituição e os docentes determinaram a volta às aulas mediante a uma proposta apresentada pela presidente do Unicesp. Essa proposição tinha como objetivo reparar todos os direitos trabalhistas atrasados dos professores, funcionários e coordenadores até o dia 1 de novembro.
De acordo com a proposta, deveria ser efetuado o pagamento de 50% dos salários do mês de setembro, 100% dos salários de outubro, e a normalização dos pagamentos, incluindo o 13º salário. Porém isso não foi acertado, e oito dias depois o Unicesp começou a viver outra crise.
Também estaria incluída na proposição a normalização de todas as obrigações trabalhistas dos empregados de acordo com as negociações que estão sendo feitas pela mantenedora e a aprovação da reitoria para receber propostas de uma comissão de professores da Unicesp nos moldes da última assembléia. No dia 31 de outubro houve uma audiência no Ministério Público com representantes da instituição e do SINPROEP para discutir essas questões diante as autoridades legais. Na reunião o Unicesp manteve sua proposta.
O Sinproep, que acompanha integralmente essa movimentação, acatou a decisão dos professores e colocou a disposição sua estrutura para a luta dos docentes na defesa de suas reivindicações e no direito de o aluno estudar.
Fonte: Sinproep/DF
Publicado em 13/11/2007 |
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