Crise no Unicesp: MPDFT vai investigar situação do Unicesp

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) decidiu averiguar a situação do Unicesp, que atrasa os salários dos funcionários desde abril deste ano.

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) vai investigar a situação do Instituto Científico de Ensino Superior e Pesquisa (Unicesp). A instituição de ensino atravessa crise financeira. Os professores estão paralisados e os alunos não têm aulas há dois meses. Nesta terça-feira, uma comissão de estudantes procurou o órgão, e a 1ª Promotoria de Defesa do Consumidor (Prodecon) decidiu instaurar um Procedimento de Investigação Preliminar (PIP).

A Prodecon orientou os alunos a não pagarem as mensalidades enquanto os serviços não forem normalizados. Os alunos que emitiram cheques pré-datados foram aconselhados a sustá-los e, posteriormente, entregar ao MPDFT a relação das folhas sustadas.

Os estudantes do Unicesp procuraram primeiramente o Ministério da Educação (MEC), ontem de manhã, com um abaixo-assinado que solicitava a intervenção do Governo Federal na instituição. Foram aconselhados a procurar o Ministério Público, que poderia atuar de forma mais eficaz no caso.

Situação
A situação do Unicesp é crítica desde abril deste ano. Os docentes recebem os salários atrasados todos os meses. O último pagamento feito foi de 50% do vencimento de setembro. Eles reivindicam o restante deste salário, além do pagamento de outubro, do 13º e de direitos trabalhistas.

Cristiana Alcântara, advogada do sócio-fundador do Unicesp, Lauro Carneiro Loyola, informou, nesta terça-feira, que a situação poderia se resolver rápido. A presidente da instituição de ensino, Helane Melo, e a reitora, Ana Angélica Gonçalves, estariam prestes a concordar em deixar a administração. Com isso, Loyola assumiria as dívidas e pagaria os professores. Um acordo pode ser assinado nesta quarta-feira.

Fonte: SinproEP/DF
Publicado em 21/11/2007