Sinproep/DF: Acordo não sai e crise no Unicesp continua

Previsto para ser anunciado nessa quinta-feira, o acordo para pôr fim à crise financeira no Instituto Científico de Ensino Superior e Pesquisa (Unicesp) foi adiado.

Previsto para ser anunciado nessa quinta-feira, o acordo para pôr fim à crise financeira no Instituto Científico de Ensino Superior e Pesquisa (Unicesp) foi adiado. A presidente da instituição, Helane Melo, a reitora Ana Angélica Gonçalves e o presidente da sociedade, Lauro Carneiro Loyona, não conseguiram chegar a um entendimento sobre o documento de sessão de cotas. A idéia inicial era pedir o afastamento da atual gestão e herdar a dívida existente. Contrária à proposta apresentada, a presidente da instituição se negou a assinar o documento. Não há qualquer audiência marcada para retomar o assunto.

A promessa era que o pagamento dos professores saísse ainda esta semana com o acordo. No entanto, os entraves irritaram os envolvidos em solucionar o impasse. A advogada Cristiana Alcântara, que defende a sociedade ao qual o Unicesp faz parte, não conseguiu esconder a irritação. “Estão fazendo de tudo para atrasar o acordo. Se houvesse uma intenção real em resolver o problema, o documento já poderia ter saído”, afirma.

O impasse entre os sócios do Unicesp também atormenta os estudantes da instituição. Além de estarem perdendo aulas há mais de uma semana, eles não sabem como deverá permanecer o calendário do ano letivo. Até os últimos dias, a previsão era de reposição de aulas, o que também gera protesto entre os docentes. “Isso é outro problema que deverá ser discutido. Tudo foi gerado pela falta de gestão da atual diretoria, que ainda insiste em atrasar uma solução”, protesta a professora Karen Kolarik.

Enquanto um eventual acordo entre os sócios não é anunciado, a dos alunos é grande. Eles pretendem encaminhar ao Ministério da Educação um abaixo assinado, pedindo a intervenção do governo federal na situação. Os estudantes acreditam que apenas com o intermédio do governo será possível normalizar a situação.

Fonte:
Sinproep/DF
Publicado em 26/11/2007