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Sinpro/ Campinas: decididas pautas de reivindicações para a campanha salarial de 2008
As pautas de reivindicações dos professores do Sesi e Senai, da Educação Básica e do Ensino Superior para a campanha salarial de 2008, foram aprovadas por unanimidade durante a assembléia geral da categoria realizada no último sábado, dia 24/11, na sede do Sindicato dos Professores de Campinas e Região (Sinpro). Os professores aprovaram também por unanimidade, a previsão orçamentária do Sinpro para o próximo ano apresentado pela diretora Financeira Liliana Aparecida de Lima, mantendo o Imposto Sindical (devolvido aos professores sindicalizados), a Contribuição Assistencial e a mensalidade dos associados como as fontes que vão gerar a receita do Sindicato.
Na campanha salarial de 2008 o Sinpro estará negociando com os sindicatos patronais de três diferentes segmentos da Educação. Agora que as pautas de reivindicação foram definidas o Sinpro, ao lado da Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp) vai encaminhar as negociações que antecedem a data base dos professores que é o dia 1º de março.
Campanha
A assembléia da campanha salarial foi aberta pelo presidente do Sinpro Campinas, o professor Cláudio Jorge, que lembrou da importância da mobilização dos professores do Sesi, que durante a campanha de 2007, sinalizaram a forte disposição para a greve. Isso garantiu aos professores a reposição da inflação e aumento real de 3%, representando o dobro da inflação acumulada no período.
Cláudio Jorge lembrou, por outro lado, que a negociação feita com o Sesi e o Senai é sempre diferente. “É o único setor que coloca a questão pedagógica na mesa de negociação. Queremos que no acordo coletivo do ano que vem seja entregue o calendário escolar no início do ano para o Sindicato acompanhar as emendas de feriado”, disse. Durante a discussão foi defendido pelos professores que neste momento, os docentes do Sesi exijam participar da elaboração do calendário escolar junto aos coordenadores da unidade.
Plano de Carreira
O Sinpro pretende lutar pela aplicação e transparência do plano de carreira no Sesi. Segundo o diretor do Sinpro, Rubens Gabriel Abdal, o Sesi não aceita automaticamente os diplomas de titulação para a progressão do professor na carreira. “Tem que passar por prova. Vamos levar para a negociação e exigir que cumpram o que diz a CLT, que prevê o tempo de casa na progressão da carreira”, garantiu Abdal.
A pauta aprovada pelos professores do Sesi e Senai é a seguinte: 10% de reajuste salarial; Abono de falta uma por semestre para acompanhar filhos até os 18 anos; Plano de Carreira; Indusprev; Número de alunos por sala de aula; Licença maternidade de 6 meses obrigatória prevista em acordo; Plano de saúde extensivo ao esposo da professora; Não limitação da carga horária da professora a seis horas aula dia, além da manutenção de todos os demais itens da atual Convenção .
Educação Básica
Na negociação com o Sieeesp , Sindicato que representa as escolas de Educação Básica, ficou aprovado que a pauta de reivindicações inclua, além da manutenção das cláusulas já conquistadas, a luta por uma Participação nos Lucros e Resultados superior à média concedida nos últimos anos pelos patrões.
O diretor do Sinpro, Paulo Nobre, defendeu que a PLR deve representar realmente um ganho para os professores, como acontece em categorias como a dos metalúrgicos e bancários, por exemplo.
A diretora Jurídica do Sinpro, Marilda Aparecida Ribeiro Lemos, pediu a inclusão da licença maternidade de seis meses para as professoras como cláusula obrigatória, e não opcional para a Instituição. Os demais itens da pauta prevêem: Reajuste salarial de 10%; PLR; dois dias de luto para falecimento da sogra, sogro e netos; Renegociação do pagamento das janelas; Demissão no final do ano;
Vale alimentação ou Cesta Básica?; Novas tecnologias, que a escola pague a conexão banda larga do professor para ele fazer transmissão das notas online, quando exigido pela escola; Atestados médicos aceitos sem que o professor seja obrigado a passar pelo Sindicato para carimbar; Discussão sobre a hora atividade; Pagamento da multa de 5% ao dia, por atraso de salário; 6 meses de licença maternidade; Abono de falta para dirigente sindical participar de congressos; Acesso do dirigente sindical à sala dos professores.
Ensino Superior
O Mote da campanha dos professores do Ensino Superior em 2008 será a organização interna pelo plano de carreira e as novas tecnologias educacionais. O presidente do Sinpro, Campinas Cláudio Jorge, defendeu que a luta dos professores seja centrada no reajuste salarial de 10% com uma forte mobilização para impedir que os professores percam conquistas importantes como a bolsa de estudos integral para dependentes. “As instituições têm dito que pretendem cortar as bolsas de estudos porque têm sido penalizadas com pesadas multas impostas pela Previdência Social e pela Receita Federal. Nós seremos contra”, se antecipou.
A Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp) se recusa também a discutir o corte do plano de saúde, que chegou a ser pleiteado durante este ano pelo Sindicato das Mantenedoras do Ensino Superior (Semesp).
Segundo o diretor do Sinpro, Maurício Ceolin, professor da PUC-Campinas, o Sindicato continuará atento aos planos de carreira implantados pelas instituições apenas com o objetivo de reduzir salários. Paulo Cosiuc, diretor do Sinpro e professor da PUC, defendeu que o Sindicato faça a discussão sobre o que define a carreira docente.
A pauta de reivindicações dos professores do Ensino superior incluirá: a discussão sobre o que define a atividade docente; Reajuste salarial de 10%; Regulamentação do Plano de Carreira; Critérios públicos de promoção; 50% aula 50% pesquisa no mínimo; Valor da hora aula nunca inferior a aula presencial; Demissão em final de ano; Novas tecnologias; manutenção do plano de saúde; manutenção das bolsas de estudo integrais; Direito de imagem e direito autoral.
Fonte: Sinpro/ Campinas
Publicado em 26/11/2007 |
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