Sinpro Sorocaba: manifestação cobra reintegração e melhora na qualidade de ensino da UNISO
Publicado em 12/02/2010
Encabeçada pelo Sindicato dos Professores de Sorocaba e Região (SINPRO), foi realizada na noite de ontem (08/02) uma manifestação em frente ao Campus Raposo da Universidade de Sorocaba (UNISO) para cobrar a readmissão de 57 professores/as demitidos/as ilegalmente no final de 2009 e o compromisso da instituição de ensino com a qualidade da educação.
O ato contou com o apoio e participação do Centro Acadêmico Alexandre Vannuchi Leme, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e de várias entidades, como o Sindicato dos Químicos, dos Servidores Públicos Municipais de Sorocaba, dos Vigilantes, dos Trabalhadores em Auto Moto Escolas, dos Trabalhadores da Saúde, dos Trabalhadores Autônomos do Comércio etc.
A manifestação foi pacífica e recebeu apoio dos/as alunos/as. Foram distribuídos panfletos explicando os argumentos legais que levaram o Sindicato dos Professores a entrar na Justiça pedindo a reintegração dos/as professores/as e cobrando respeito aos/às profissionais e alunos/as da Universidade.
Durante o protesto, o reitor e o advogado da UNISO se comprometeram em agendar uma reunião para discutir o assunto com o Sindicato. “Esperamos que a Universidade reveja a atitude que foi tomada pela gestão anterior da reitoria e que os/as profissionais sejam readmitidos”, explica o professor Hélder Paranhos, presidente do SINPRO-Sorocaba.
De acordo com ele, as demissões são ilegais, pois contradizem legislações como a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), que determina que atitudes como esta devem passar por consulta prévia de um órgão colegiado, do qual fazem parte representantes dos/as professores/as e alunos/as – o que não aconteceu na demissão dos/as profissionais.
“Ao demitir professores/as que tanto contribuíram com a Universidade, inclusive garantindo, com seus trabalhos e planejamento de disciplinas, a aprovação de cursos pelo MEC, a UNISO demonstra compactuar com a precarização do trabalho que vemos atualmente nas instituições particulares de ensino, além de transformar educação em mercadoria, já que visa ao lucro em detrimento da dívida moral que tem com a sociedade de Sorocaba e região, uma vez que recebe isenção de impostos justamente para garantir a qualidade do ensino, difundindo o conhecimento e incentivando a pesquisa para formar profissionais mais competentes”, argumenta o professor Hélder.
Fonte: Sinpro Sorocaba