Sinpro Campinas denuncia irregularidades do Unar ao Ministério Público do Trabalho

Publicado em 19/02/2010

O Sindicato dos Professores de Campinas e Região –Sinpro Campinas – apresentou nesta sexta-feira, dia 19 de fevereiro, denúncia junto ao Ministério Público do Trabalho da 15ª Região Campinas, pedindo a apuração de irregularidades cometidas pelo Centro Universitário de Araras - Dr. Edmundo Ulson – Unar.  A Instituição demitiu 24 professores de seu corpo docente em dezembro do ano passado, mas até o momento não houve a quitação das verbas rescisórias para todos os demitidos. “Os representantes do Unar não dão nenhuma perspectiva de solução a curto prazo. Não tivemos outra alternativa que não pedir a intermediação do MPT”, disse a diretora do Departamento Jurídico do Sinpro, Marilda Aparecida Ribeiro Lemos.

Na denúncia ao MPT o Sinpro alega que : Segundo informações verbais dos prepostos da Instituição de ensino, o empregador não tem previsão de regularização da situação.  De outro lado, os professores estão seriamente prejudicados pela omissão patronal, pois foram demitidos em dezembro de 2009 e até agora não receberam os haveres rescisórios e não tiveram acesso ao FGTS. Além disso, não podem requerer o Seguro Desemprego em decorrência da falta de homologação da rescisão contratual.

O Unar chegou a agendar junto à Subsede do Sinpro em Limeira, horários para a homologação das rescisões dos contratos de trabalho dos professores, mas depois cancelou todos os agendamentos, sob a alegação de falta de recursos.

Histórico
Há tempos o Centro Universitário Unar vem cometendo irregularidades. O Sinpro Campinas e Região já convocou o Ministério Público do Trabalho para intervir em várias questões como o não pagamento das diárias de viagem, salários diferentes para as mesmas funções, atraso no pagamento dos salários, não pagamento do TCC.

Processo
O Sinpro entrou com processo na Justiça do Trabalho em Araras em que o Unar foi condenado em primeira instância, a pagar multa, juros e correção monetária por ter atrasado os salários dos professores em 2006, 2007 e 2008, por descumprir o período de férias estabelecido na Convenção Coletiva de Trabalho e por atrasar o pagamento do 13º salário.

Fonte: Sinpro Campinas



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