CNTE realiza Congresso em Brasília
Começou nesta quarta-feira (12) e segue até domingo, o 31º Congresso da CNTE. Educadores de todo o país estão reunidos em Brasília, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, para discutir os rumos da educação no Governo Dilma, avaliar o projeto de Plano Nacional de Educação enviado pelo MEC no fim de 2010 ao Congresso Nacional e eleger a nova diretoria da Confederação para o triênio 2011-2014. Participam do congresso cerca mais de 2000 pessoas entre delegados, representantes de entidades ligadas à educação e ao movimento sindical.
O evento conta também com a participação de convidados de entidades internacionais. Representantes da Alemanha, Angola, Argentina, Cabo Verde, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Curaçao, Espanha, Estados Unidos, França, Nicarágua, Noruega, Paraguai, Portugal, República Dominicana, Suécia e Uruguai.
PNE
Durante os quatro dias de encontro os participantes terão o Plano Nacional de Educação como tema central dos debates. O documento traz as 20 metas e diretrizes que devem ser seguidas pela educação do país durante os próximos 10 anos (2011-2020). Segundo o secretário de assuntos educacionais da CNTE, Heleno Araujo, essa discussão vai ajudar a definir como a CNTE e as entidades filiadas vão trabalhar para que o plano atenda as necessidades da área. “Vamos fazer uma análise da conjuntura e definir nossas políticas para os próximos três anos. Na política educacional o nosso foco será nas ações dentro do PNE. Vamos fazer uma análise mais detalhada dos indicadores que consideramos importantes para melhorar a educação do país: o processo de formação inicial e continuada dos profissionais da educação, salário e carreira profissional, a jornada de trabalho, a gestão democrática, entre outros”, explica.
Para que esses indicadores sejam melhorados é preciso investimento. A CNTE defende que o Ministério da Educação deve repassar ao Ministério da Fazenda as necessidades da área e assim sejam liberados os recursos necessários para atender a demanda. Hoje, a Fazenda é que determina quanto será repassado. “Outro ponto é a valorização dos profissionais da educação. É preciso investir em salário e na questão da carreira que é um ponto fundamental para a nossa categoria. É preciso mais investimento do MEC e comprometimento das entidades públicas federais”, acrescenta o professor Heleno.
O valor do Produto Interno Bruto destinado ao financiamento educacional, a valorização dos funcionários de escola e o Profuncionário também serão temas debatidos no 31º Congresso.
Fonte: CNTE