Centrais participam de reunião com presidenta Dilma e estabelecem mesa de negociação


Reforçar o canal de diálogo com o governo e entregar a Agenda da Classe Trabalhadora foram os principais objetivos das seis centrais sindicais (Central Única dos Trabalhadores (CUT); Força Sindical; Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB); Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB); União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST)), que participaram, na manhã desta sexta-feira (11), de uma reunião com a presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto.

dilma_centrais_11-03-11

Durante a reunião, que também contou com a presença dos ministros Carlos Lupi (Trabalho) e Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), Dilma fez questão de deixar claro aos sindicalistas que manterá aberto o canal de diálogo com o movimento sindical.

Parceria

Presente na reunião, Wagner Gomes, presidente da CTB, destacou a importância do restabelecimento de uma mesa de negociação entre o governo e as centrais sindicais. “Esse diálogo é primordial para darmos continuidade às mudanças que o país necessita. Pontuamos as divergências com a política econômica, com redução da taxa básica de juros; a correção da tabela do Imposto de Renda de 2011; fim do Fator Previdenciário; correção das aposentadorias acima do salário mínimo”, ressaltou Gomes.

Quanto à questão do índice de reajuste da Tabela do Imposto de Renda, a presidenta ouviu as reivindicações dos sindicalistas, que defendem 6,47%, e prometeu fazer um estudo para, posteriormente, apresentar uma proposta.

A mesa de negociação também vai tratar de outros pontos apresentados pelas centrais sindicais, contidos o encontro “A Agenda da Classe Trabalhadora”, entregue nas mãos da presidenta durante a reunião. O documento foi aprovado por milhares de trabalhadores na 2º Conclat, em 1º de junho de 2010.

Na reunião, a CTB garantiu assento no Conselho de Desenvolvimento Econômico (CDES). A CTB ainda não fazia parte do CDES por ser a Central mais jovem. Criado em 2003, o CDES tem o papel de colaborar na formação do juízo político do Governo, como instituição representativa da sociedade. Tendo como desafio é estabelecer o diálogo entre as diversas representações da sociedade civil a fim de e discutir as políticas públicas e propor as medidas necessárias para alavancar o crescimento do País.

Organização no local de trabalho

As conversas começaram com a assinatura do decreto que regulamentou a Lei 12.353/10, que assegura aos trabalhadores o direito de elegerem um representante no conselho de administração das empresas públicas, de sociedade mista, nas subsidiárias e controladoras em que a União possua capital social ou direito a voto.

A seguir, ao lado do ministro do Trabalho, Carlos Luppi, Dilma expôs quais devem ser os eixos prioritários de seu governo: o combate à pobreza e o investimento pesado em educação técnica e em saúde, principalmente o atendimento básico em todo o Brasil.

A CUT cobrou do governo empenho para a ratificação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que coíbe a demissão imotivada, e para mobilizar a base no Congresso Nacional com o objetivo de aprovar a redução da jornada para 40 horas semanais sem redução de salário.

Também parte da agenda cutista, os trabalhadores ouviram da presidenta que irá priorizar a construção de um acordo para diminuir o elevado número de acidentes e doenças ocupacionais. Ela afirmou ainda que tratará como essencial o PL1.621/07, construído pela CUT e pelo deputado federal Vicentinho (PT/SP), responsável por regulamentar a terceirização e combater a precarização do trabalho, e atualmente parado na Casa Civil.

Da redação com informações da CUT, CTB, Agência Brasil e Vermelho