CUT participa da 100ª Conferência Internacional do Trabalho


Começou nesta terça-feira, 1º de junho de 2011, na cidade de Genebra na Suíça, a 100ª Conferência Internacional do Trabalho da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A conferência, que termina no dia 17 deste mês, debaterá os atuais e futuros desafios do mundo do trabalho e concentrará os trabalhos para a discussão nos seguintes temas: taxas recordes de desemprego, crise na oferta de empregos para jovens, a extensão da cobertura da proteção social considerando que 8 em 10 pessoas no mundo não têm qualquer proteção, o papel da inspeção do trabalho para assegurar um tratamento justo no local de trabalho e a extensão de direitos básicos para trabalhadores e trabalhadoras domésticas, com a discussão final para a criação de uma convenção seguida de recomendação.

A expressiva delegação da CUT participa da conferência com um grupo composto pelo Secretário de Relações Internacionais, João Antonio Felício, pela Secretária Nacional da Mulher Trabalhadora, Rosane Silva, pela Secretária Nacional da Saúde do Trabalhador, Junéia Martins Batista, pelo Secretário de Políticas Sociais, Expedito Solaney Pereira Magalhães, pelo Secretário de Relações do Trabalho, Manoel Messias Nascimento Melo, pelos Diretores da Executiva Nacional Antônio de Lisboa Amâncio Vale e Júlio Turra Filho, pela Presidente da CNTSS-CUT e pela Secretária da Mulher Trabalhadora da CONTRACS-CUT, Mara Luzia Feltes, além de companheiras da FENATRAD-CUT - Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas.

Durante a abertura de cerimônia da conferência, o diretor geral da OIT, Juan Somavia apresentou um novo relatório chamado “Uma Nova Era de Justiça Social” sobre a situação do mundo do trabalho e os resultados da crise financeira internacional. Em seu discurso, Somavia destacou que hoje todos os países têm leis trabalhistas influenciadas pelas convenções da OIT, que a entidade oferece os instrumentos, mas o trabalho de implantação deve ser feito pelos países. “Não é suficiente realizar o tripartismo apenas aqui em Genebra. O diálogo tem que ser levado para casa, não pode ficar só na esfera da conferência”, enfatizou. O diretor ainda reforçou a importância de uma maior integração entre os países, da prática do diálogo social e da cooperação sul-sul.

Fonte: Agência Brasil