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Cônsul de Cuba visita a CUT e agradece apoio contra campanha da direita e da mídia
Em visita à sede nacional da Central Única dos Trabalhadores, nesta sexta-feira (29), o cônsul de Cuba Bladimir Martinez Ruiz agradeceu o apoio da Central contra a campanha desinformativa e de manipulação movida por setores da direita e da mídia (anti)brasileira contra a indomável ilha caribenha.
"Os donos das tevês, jornais, rádios e revistas acreditam que repetindo à exaustão uma mentira poderão convertê-la em verdade, tentando destruir os avanços e conquistas do processo revolucionário cubano. Se não conseguem nos vencer, é graças à determinação e consciência do nosso povo e ao apoio de vocês, dos movimentos sociais do Brasil e do mundo inteiro, que generosamente nos brindam sua solidariedade", declarou Bladimir.
Além de ser recebido pelo secretário de Relações Internacionais da CUT, João Antonio Felício, o cônsul cubano se encontrou, na sede da Central, com vários dirigentes da Coordenação dos Movimentos Sociais, da UNE, Conam e MST. De forma unânime, eles denunciaram a cruzada movida pelos "grandes" meios de comunicação e reafirmaram o compromisso de defender a revolução cubana dos ataques do imperialismo norte-americano.
De acordo com Bladimir, "o que nós cubanos reafirmamos é o direito de defender nossa soberania e desenvolvimento, de fazer o que quisermos, sem imposição ou condicionamento de ninguém. Nosso processo de transição não iniciou agora, iniciou em 1959, e é do capitalismo ao socialismo. Nosso povo tem a convicção de que vive no sistema mais justo e mais humano, e atua para que o socialismo continue sendo constantemente aperfeiçoado".
O cônsul frisou que a histeria dos monopólios privados de comunicação contra a revolução cubana expressa a impotência diante da determinação de seu povo: "por que uma pequena ilha ganha tanto espaço no noticiário quando o continente africano está quase desaparecendo, quando o barril de petróleo ultrapassa os cem dólares e um negro e uma mulher disputam a presidência dos EUA? Há algo dentro desta ilha que os incomoda e que as pessoas começam a perceber a partir de um maior amadurecimento político".
João Felício denunciou o "preconceito editorial como resultado do ódio de classe que publicações como a Veja tem dos democratas e socialistas, defendendo sempre as teses mais reacionárias para defender o interesse de uma pequena minoria". Vale lembrar, ressaltou o secretário de Relações Internacionais da CUT, "que os mesmos que hoje atacam Cuba e a Venezuela taxando esses países de antidemocráticos, deram sustentação às mais sangrentas ditaduras militares que perseguiram, torturaram e mataram em nosso continente". "A CUT é solidária a Cuba e condena o criminoso bloqueio imposto aos cubanos como crime contra a Humanidade", sublinhou.
Dirigente dos professores paulistas e membro da executiva da CUT-SP, Ariovaldo de Camargo lembrou qual é a prática "democrática" dos senhores da mídia. "Recentemente nossa entidade, a Apeoesp, foi caluniada e nos prontificamos a divulgar um comunicado de esclarecimento na Folha de S. Paulo. Nem pago quiseram publicar. É isso o que eles entendem como democracia, o direito do dono do veículo dizer o que deve ou não ser publicado. Que liberdade de imprensa é essa?", questionou Ari.
Apoio da CMS
A Coordenação dos Movimentos Sociais aprovou a realização de um grande ato público nas próximas semanas em apoio ao povo cubano e contra o bloqueio econômico. De acordo com Antonio Carlos Spis, da executiva da CUT e da CMS, "embora cada uma das entidades que compõem a CMS já tenha feito atividades em solidariedade a Cuba, é preciso uma ação de maior envergadura e visibilidade para espraiarmos por todo o Brasil a bandeira do antiimperialismo e do direito dos povos à sua auto-determinação".
Para Luana Bonone, da executiva da União Nacional dos Estudantes, "Cuba é ao mesmo tempo uma alternativa e um desafio ao neoliberalismo, pois há um povo que reafirma de forma solidária e soberana a defesa das conquistas da sua revolução contra os valores individualistas ditados pelo mercado".
Ao final da visita, acompanhado de Lilian Vaz, do Movimento Paulista de Solidariedade a Cuba, Bladimir visitou a redação da Secretaria Nacional de Comunicação da CUT (Secom), colocando-se à disposição dos sindicatos cutistas para realizar encontros e debates sobre a situação da classe trabalhadora em seu país.
Fonte: CUT
Publicado em 29/02/2008 |
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