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2ª edição do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres é lançada
Desde 2004, quando foi criado, o Programa Nacional de Documentação da Trabalhadora Rural possibilitou a retirada de mais de 540 mil documentos para as mulheres que vivem no campo. Neste período, foram realizados 837 mutirões, que levaram a documentação a 1.050 municípios rurais.
Facilitar a obtenção de documentos pelas mulheres que vivem no meio rural era uma das metas do 1º Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, lançado em 2004. A segunda edição do Plano será lançada nesta quarta (5/03) pelo governo federal.
Segundo a coordenadora do Programa de Promoção da Igualdade de Gênero do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Andrea Butto, além de ser uma forma de reconhecer a cidadania e a autonomia e de garantir a liberdade de ir e vir, a documentação é fundamental para o acesso às políticas públicas voltadas às mulheres que vivem no campo.
“Nós verificamos que a principal barreira para as mulheres acessarem a terra no programa de reforma agrária, para acessar as políticas de apoio à produção, entre elas o Pronaf (Programa Nacional de Financiamento da Agricultura Familiar) era a ausência de documentação. Sem isso, elas não podiam constar em cadastros, se inscrever em programas, ter acesso a esses direitos”, explicou.
De acordo com ela, além da emissão gratuita de documentação civil como o registro de nascimento, carteira de identidade, Cadastro de Pessoa Física (CPF), carteira de trabalho e de pescadora, o programa tem ações educativas sobre as políticas públicas da agricultura familiar, reforma agrária e previdência para as mulheres do campo.
Outra conquista da população feminina que vive na área rural que estava prevista no primeiro plano foi a ampliação do Pronaf Mulher. De acordo com Andrea Butto, desde 2003, 22,8 mil mulheres acessaram o crédito, o que resultou em um volume de empréstimo de R$ 144 milhões.
Fonte: Agência Brasil
Publicado em 07/03/2008 |
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