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Brasil sedia Conferência das Américas contra o racismo
Apesar do registro de alguns avanços nos últimos anos, o racismo no Brasil ainda é preocupante, com destaque para a presença da discriminação nos comportamentos do dia-a-dia.
A avaliação é de Vincent Befourny, representante da Unesco no Brasil, que participou da Conferência das Américas contra o Racismo, encerrada no domingo (22) em Brasília.
Vicent elogiou a lei que torna obrigatório o ensino da cultura e da história africanas na rede pública de ensino, pois permite à população conhecer suas raízes. "Isso é válido também para as culturas indígenas, que são parte da matriz brasileira", comentou. Para ele, o conhecimento da formação da identidade do País é uma das chaves para reduzir a discriminação racial.
Já o ministro Edson Santos, da Secretaria da Igualdade Racial, assumiu a responsabilidade pela promoção de políticas públicas contra a discriminação. Ele afirmou ainda que o Brasil reviu a equivocada noção de que existiria no País uma democracia racial, o que não é verdadeiro.
A Conferência das Américas reuniu participantes de 34 países e avaliou os avanços ocorridos desde a primeira conferência mundial, realizada em 2001 na cidade de Durban, na África do Sul.
Os participantes destacaram a importância dos compromissos assumidos pelos seus governos na adoção das medidas de promoção da igualdade racial, mas lamentaram que ainda são poucos diante das graves distorções raciais nos países americanos.
Essa avaliação será debatida no próximo ano, na chamada Conferência de Revisão, que vai acontecer em Genebra, na Suíça.
Fonte: CUT
Publicado em 24/06/2008 |
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