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Ato em SP discute criminalização de movimentos sociais
Cerca de 800 integrantes de movimentos sociais e entidades civis se reuniram, na última quarta-feira (16), num ato contra a criminalização do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O encontro realizado na Pontifícia Universidade Católica (PUC) em São Paulo debateu o recente relatório divulgado pelo Ministério Público Estadual do Rio Grande do Sul, que pede a dissolução do MST. O documento que pode vir a guiar a atuação do órgão, que trata as ações do movimento no RS como uma ameaça à segurança nacional.
Sindicalistas, estudantes, políticos e militantes enumeraram os vários casos que denunciam um processo de criminalização das camadas mais pobres do País, do qual o MST é mais uma vítima.
Para o membro da direção nacional do MST, Gilmar Mauro, o Brasil vive uma lógica de desenvolvimento baseada no agronegócio e incentivo ao capital financeiro internacional, que tem se mostrado insustentável. As camadas mais pobres começam a reagir contra este modelo e, por isso, são criminalizadas.
“Eu acho que nós estamos vivendo uma fase em que a burguesia e a classe dominante se antecipa e antevê crises e por essa razão o combate aos movimentos sociais e a criminalização da pobreza, em conjunto com a veiculação de um discurso na sociedade que vai nesse mesmo sentido, e que é parte de uma estratégia política”.
O MST hoje é o principal questionador da influência das transnacionais no domínio da agricultura brasileira, por meio da compra de terras e incentivo à monocultura. Hoje essas empresas possuem forte influência no governo do RS e, segundo Gilmar, isso explica a criminalização do movimento.
Ele afirma ainda que é papel do MST buscar o diálogo com a sociedade de modo a conseguir apoio e mostrar as contradições hoje existentes na sociedade brasileira.
Fonte: Diap
Publicado em 21/07/2008 |
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