Centrais sindicais internacionais na
2ª Plenária de Mulheres da CUT

Mulheres sofrem com discriminação em todas as regiões do mundo, dizem companheiras do Canadá e Itália

A situação das mulheres no mercado de trabalho em outras regiões do mundo também fez parte das discussões da 2ª Plenária Nacional sobre a Mulher Trabalhadora da CUT “Plenária Maria Ednalva”, que teve início nesta segunda-feira (04), em São Paulo, no hotel Holiday Inn Anhembi. Depoimentos de representantes de centrais sindicais de outros países e de entidades de esfera internacional confirmaram que a discriminação sofrida por mulheres em outros lugares do mundo não é muito diferente daquela que as brasileiras enfrentam.

De acordo com Véronique de Séve, vice-presidente do conselho de Montreal, da CSN Quebec, Canadá, as mulheres que trabalham no setor privado em seu país ganham, em média, 70% do valor pago aos homens que exercem a mesma função. “Apesar de alguns avanços como a eleição de uma mulher para a presidência da central e a instituição de cotas de 50% para as mulheres que atuam no serviço público da província de Quebec, o movimento sindical ainda luta por outras conquistas como, por exemplo, o aumento da representação feminina nas próximas eleições municipais”, acrescentou. 

Na Itália, a situação da mulher trabalhadora também é delicada e elas são maioria quando o assunto é desemprego. Segundo Nana Corossacz, do departamento internacional da central sindical italiana CGIL, são as mulheres que mais sofrem com diferenças salariais elevadas, baixas aposentadorias e falta de apoio social, como o caso da redução no número de creches públicas, imposta pelo atual governo do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi.  “Precisamos elevar a participação feminina nas mesas de negociação. A presença das mulheres nos sindicatos é fundamental para que as questões de gênero sejam tratadas com responsabilidade”, salientou.  

Outras entidades internacionais também manifestaram apoio à causa. A diretora do escritório da OIT no Brasil, Laís Abramo, confirmou o compromisso da entidade com a promoção da igualdade de gênero e parabenizou a CUT por completar em seus 25 anos de história, 22 anos de políticas para as mulheres. A representante da Coordenadora das Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS), Cássia Bufelli, reafirmou a luta do órgão pela igualdade de participação feminina nas posições de decisão e poder. 

Fonte: CUT
Publicado em 05/08/2008