|
|
Deputada ressalta a importância da conferência nacional da UBM
A conferência nacional que a União Brasileira de Mulheres (UBM) promove de 22 a 25 de novembro, em Luziânia (GO), mereceu cumprimentos da deputada Jô Moraes (PCdoB-MG). Em discurso no plenário da Câmara, a parlamentar destacou o evento como momento que contribuirá para que as mulheres do Brasil possam exercer seu papel no desenvolvimento do País. ''Nesse processo de debate, precisamos compreender que o Brasil discute o PAC em várias áreas — saúde, educação, infra-estrutura —, mas queremos o PAC para a mulher''.
Ela defende a priorização da participação da mulher no desenvolvimento, levando-se em conta todas as obras de infra-estrutura e saneamento básico. ''Queremos que as mulheres tenham uma visão mais privilegiada sobre possíveis investimentos e concessões de empréstimo'', destacou.
Santa Alves, coordenadora da UBM-DF, confirma as palavras da deputada, destacando a atuação da entidade e a temática do evento. ''É uma entidade que luta pelos direitos das mulheres e por uma sociedade mais justa e igualitária, por um Brasil cidadão, livre da exploração e da opressão'', destaca.
A programação do evento inclui discussão sobre ''A Participação Política da Mulher e o Poder'', ''Mulher e o Mundo do Trabalho: Visão Emancipacionista'' e ''A União Brasileira de Mulheres: Concepção, estruturação e fortalecimento''.
Mesas temáticas simultâneas discutirão outros temas de importância para a mulher e o seu desenvolvimento na sociedade, como Saúde das Mulheres, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos; Imagem Social da Mulher e a Democratização da Mídia; Violência de Gênero; Educação e Gênero e Justiça Ambiental e Social com Abordagem de Gênero.
A abertura do evento acontece, às 17 horas do dia 22, com Ato Político e Cultural, seguido da conferência sobre “Conjuntura Política: Impactos do Neoliberalismo na Vida das Mulheres”, com a secretária de Ciência e Tecnologia de Niterói, Jandira Feghali
Socialismo e feminismo
Para Kátia Souto, da Executiva Nacional, ''a entidade destaca como diferencial em sua atuação a expressão do emancipacionismo na sua dimensão teórica mais profunda, que é a luta pelo socialismo, por entender que a verdadeira emancipação das mulheres integra-se a emancipação social de homens e mulheres''.
Citando a líder comunista Loreta Valadares, Kátia Souto afirma que ''na compreensão da necessidade de que a luta contra a opressão de gênero se insere na luta contra os elos de opressão e pela conquista de uma sociedade radicalmente nova, sem discriminação de sexo/gênero, de raça e de classe''.
Três desafios
Kátia Souto elenca três grandes desafios para a entidade. O primeiro desafio é no campo teórico. ''Não podemos imaginar que a luta contra a violência contra a mulher não faça parte da luta contra a violência social, contra a desigualdade social e por um mundo do trabalho que insira a mulher na sua condição de sujeito da história'', explica.
E acrescenta que ''essa luta inclui também os aspectos culturais que tanto reforçam a imagem de subalternidade, de submissão, defendendo a educação como instrumento fundamental para a transformação dessa cultura discriminatória''.
O segundo desafio é saber traduzir em ação política essa concepção. ''Para isso, é preciso estabelecer bandeiras de luta que expressem essa linha política'', afirma a líder feminina.
O terceiro desafio é alcançar equilíbrio entre a luta pela emancipação social e a luta pela emancipação das mulheres. A dirigente identifica como uma grande dificuldade inserir na luta emancipacionista feminina as mulheres que atuam em outras lutas sociais, como a sindical, a estudantil, a comunitária entre outras. A proposta é incluir em todas essas frentes de atuação a discussão sobre os processos discriminatórios que no cotidiano existem e como construir nesse espaço a luta emancipacionista da mulher.
A União Brasileira de Mulheres deve expressar na sua política e organização os três desafios e agregar nas suas fileiras mulheres de luta, lideranças femininas de diferentes setores da sociedade, trabalhadoras, donas de casas, estudantes, jovens, idosas, brancas, negras, lésbicas, mulheres de diferentes caminhos e lutas.
Fonte: Vermelho
Publicado em 13/11/2007 |
|
|
|