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As carteiras das universidades públicas brasileiras são pouco freqüentadas por estudantes que pertencem às famílias mais pobres. Aqueles quem têm rendimento mensal de até meio salário mínimo ocupam apenas 1,8% das vagas nessas instituições. Em contrapartida, as pessoas que recebem mais de cinco salários mínimos por mês são 54,3% dos estudantes dessas universidades.
Os dados estão na Síntese dos Indicadores Sociais 2007, divulgada dia 28 de setembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa mostra que o Brasil ainda é um país com grande desigualdade entre ricos e pobres. A área de educação reflete bem a disparidade.
Educação reflete desigualdades
A segregação social fica mais clara no ensino superior. Enquanto os mais pobres (renda de até meio salário mínimo) são 18,3% dos alunos no ensino médio da rede pública, a proporção cai a um décimo na universidade: apenas 1,8% dos universitários em instituições públicas estão na faixa mais baixa de renda.
Com os mais ricos, o fenômeno se inverte. Entre os alunos de ensino médio em escolas públicas, apenas 9,7% ganham mais de cinco salários mínimos. Na universidade da mesma rede, essa proporção cresce mais de cinco vezes, e eles são 54,3% dos estudantes.
No Nordeste, a diferença nas faculdades públicas é clara. Os alunos com a menor renda mensal per capita representam 0,6%, enquanto aqueles que fazem parte das famílias mais ricas totalizam 68,5%. O Centro-Oeste é a região onde há números mais balanceados – estão matriculados 2,6% da faixa mais pobre e 47,8% da faixa mais rica.
Fonte: UOL Educação
Publicado em 28/09/07 |
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