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A CONTEE realizou o Seminário “Educação Não É Mercadoria” na
Região Norte. Com a ampla participação de alunos, professores,
funcionários do ensino e representantes dos movimentos sociais da
região, o debate foi um sucesso, contribuindo para potencializar as
ações de estímulo à organização sindical dos trabalhadores locais, ainda
restrita ao Estado do Pará.
A Região Norte do País recebeu, nos dia 24 e 25 de agosto, o Seminário
“Educação Não É Mercadoria”, realizado pela CONTEE, juntamente com o
Sindicato dos Professores do Pará e a CUT do Amapá. O encontro
marcou a primeira ação efetiva de integração e mobilização dos
trabalhadores do ensino da região, após a criação da Regional Norte da
CONTEE em seu último Congresso.
Embora a expansão do ensino privado e suas conseqüências já tenham
atingido os Estados da Região, somente os trabalhadores de ensino do
Pará possuem representação sindical atualmente. “Por isso, esse
seminário foi ainda mais significativo. Com ele, a CONTEE unifica suas
lutas nacionais, agregando todos os trabalhadores do País. Além disso, o
estímulo à articulação dos profissionais é muito importante, pois, sem
isso, os trabalhadores da Educação não têm força de resistência para
enfrentar aos desmandos dos patrões. Isso precisa mudar”, afirma o
coordenador da Regional Norte da CONTEE, José Carlos Arêas.
Na sexta-feira (24), a cidade de Belém recebeu o debate sobre a
mercantilização da Educação no Brasil, a expansão do ensino superior
da rede pública e privada, a educação à distância e as perspectivas dos
educadores da Região Norte. Participaram das discussões, a
Coordenadora Geral da CONTEE, Madalena Guasco; os diretores da
Coordenação da Região Norte da entidade, José Carlos Arêas, Antônio
Vivaldi e o Wilson Sodré; os representantes do Sinpro/PA; e os
representantes do MEC: Helio Chaves Filho, diretor de Políticas em
Educação à Distância, e Maria Ieda Costa Diniz, diretora do Departamento
de Desenvolvimento da Educação Superior SESU/MEC.
A professora Madalena Guasco apresentou um diagnóstico da expansão
da rede privada na educação superior e da educação à distância. “Na
maioria das vezes essa expansão acontece sem nenhuma qualidade e
sem responsabilidade social, o que gera o fornecimento de profissionais
não capacitados e a plantação de um péssimo futuro para o nosso país”,
argumentou.
Para Rosa Fares, diretora do Sinpro/PA, a discussão destas temáticas é
fundamental para esclarecer a classe docente do Estado sobre estes
novos parâmetros. “A educação à distância, por exemplo, é uma nova
modalidade do sistema nacional de educação que modifica o papel do
educador, desta forma, nós precisamos ter uma postura sobre os
direitos dos professores que vão ministrar educação à distância”,
comenta.
Na ocasião, a professora Ieda Diniz, afirmou que o MEC “oferece apoio
específico à Amazônia Legal com aporte de recursos humanos e
investimentos para proporcionar a consolidação de campi do interior já
existentes”. Segundo Diniz, no Pará, os campi de Marabá, Castanhal,
Bragança e Santarém foram beneficiados, Além da criação de 11 novas
universidades, como a Universidade Federal do Oeste do Pará, cuja
instalação já está em fase de tramitação.
A necessidade de organização dos trabalhadores no Amapá
No dia seguinte (25), foi a vez da capital do Amapá, Macapá, receber o
encontro. O Seminário também foi muito bem sucedido, contanto
novamente com participação dos convidados que debateram no Pará e
com a ampla participação de alunos, funcionários, professores e
representantes dos movimentos sociais da região. “Uma das principais
contribuições do evento para o Amapá foi despertar a categoria para a
necessidade e a importância de organização da categoria para enfrentar
a precarização do trabalho na rede privada de educação, que tem
crescido muito na Região”, explica José Carlos, dirigente da CONTEE.
Com informações do Diário do Pará
Publicado em 28/08/07 |
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