Mulheres, Vidas Interrompidas. Este é o nome de uma exposição itinerante de esculturas em madeira, feita pelo artista plástico Selvo Afonso, retratando as 15 mulheres assassinadas em Goiânia no ano de 2005. A mostra teve início em 1.º de dezembro, na Secretaria de Cidadania do Estado de Goiás, Goiânia. Ela tem o objetivo de sensibilizar a população sobre a importância de se combater a violência contra a mulher. O evento é promoção do Conselho Estadual da Mulher.
A violência contra as mulheres não tem cor, idade, classe social, nem raça. É um ato de dominação e controle que priva as mulheres de sua dignidade e dos direitos humanos fundamentais, numa forma cruel.
OS NÚMEROS DA VIOLÊNCIA
• No mundo, cinco dias de falta ao trabalho é decorrente da violência sofrida pelas mulheres em suas casas resultando, a cada cinco anos na perda de 1 ano de vida saudável; no Brasil esta forma de violência compromete 10,5% do Produto Interno Bruto!
• Dos 70% dos casos de violência contra a mulher, 40% são com lesões graves e os agressores são os maridos, ex-maridos, ex-companheiros (Banco Mundial).
• Nos Estados Unidos, a taxa de homicídios entre mulheres negras é de 12,3 para cada 100 mil assassinatos e para as brancas é de 2,9. As mulheres negras entre 16 e 24 anos tem três vezes mais a probabilidade de serem estupradas que as mulheres brancas.
• A incidência de AIDS aumentou entre as mulheres no Brasil. No inicio dos anos 80, a relação era de 25 homens para uma mulher infectada, e hoje é de 1 mulher para cada dois homens. Entre as mulheres, 55% tem entre 20 a 29 anos, predominando as afrodescendentes e as de camadas mais pobres.
• No Brasil, são registrados 15.000 estupros por ano que podem ocasionar gravidez indesejada e DST/AIDS.
• As vítimas de violência que recorreram a serviços de apoio (entre dezembro de 2000 a setembro de 2004), são predominantemente mulheres, jovens, estudantes ou desempregadas: 58,09% são do sexo feminino; 62,18% são solteiras; 36,45% recebem entre 1 a 3 salários-mínimos; 58,66% possuem casa própria; 25,33% são estudantes e 23,98% sem ocupação, desempregadas; 23,01% possuem entre 0 a 10 anos. (Núcleo de Atendimento às Vítimas de Crimes).
De acordo com a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM Goiânia) são rFonte: folder da mostra
(Dezembro de 2005)egistradas na capital aproximadamente 500 denúncias mensais de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.
