UCG
Livro traz reflexões sobre ações e políticas de gênero

A Editora da Universidade Católica de Goiás, UCG está lançando o livro “Violëncias Esculpidas – Notas para reflexão, ação e políticas de gênero” que tem como organizadora a doutora em sociologia, professora Eline Jonas.

O livro traz artigos de estudiosas e militantes da luta emancipacionista do Brasil e de outros países da América Latina, que desenvolvem uma análise das sociedades numa perspectiva histórica para revelar a desigualdade social de classe e das relações de gênero, entre outras desigualdades, entendidas como formas de violência social.

Ao abordar este tema, a obra questiona as raízes mais profundas das desigualdades que existem na sociedade, e que se expressa no âmbito das relações políticas entre Estados, povos e no interior das sociedades, reforçando o poder constituído e identificadas pelo traço de classe/raça/cor/etnia e na subordinação imposta à mulher nas relações de gênero.

Neste contexto, análises teórico-científicas da realidade subsidiam a reflexão, inspiram e fundamentam organizações e ações coletivas pelas mudanças provocando também reações. Entre outras concepções, destaca-se o referencial do feminismo marxista/emancipacionista, enquanto filosofia e ação política, que teoriza sobre a realidade das mulheres na sociedade e ao mesmo tempo fomenta e se constitui em um amplo movimento social de luta em três frentes – a luta de classes, de gênero e a luta anti-racista, contribuindo para o processo de conquistas políticas e sociais ocorridos nos últimos tempos. Desvela as causas da opressão social histórica e propõe a ruptura com as relações tradicionais sustentadas pela ideologia que valoriza o poder econômico em detrimento dos valores humanos reforçando os homens como seres superiores.

Assim, em Violências Esculpidas, estão colocados para a reflexão, os
posicionamentos teóricos de estudiosos/as que em seus trabalhos abordam com seus olhares os diferentes desenhos da violência identificada na luta pelo poder, sempre buscando suas  raízes no processo histórico, nos marcos de uma cultura em que predominam os valores de supremacia do masculino e do poder econômico. Denunciam as violências de nosso tempo, da sociedade de consumo, a violência racista,  política e de guerra. Manifestam também a reação conservadora às lutas e às conquistas das mulheres e explicitam com enfase  a violência  racial/etnica, reforçando e destacando  o enfrentamento e a resistência de atores/as com “lesões no corpo e na alma”. Aportam a reivindicação social ora implícita, ora explicitamente que orientam para as necessidades de mudanças estruturais em nível  mundial, que alterem a dupla divisão social por classe e por sexo/gênero e as discriminações decorrentes das diferenças entre os povos e pessoas principalmente aquelas fundadas no poder econômico, indicando em perspectiva a conquista de uma sociedade de liberdade, de igualdade, de justiça social e  de paz.